terça-feira, 30 de abril de 2013

Coordenador pedagógico: o que fazer e o que não fazer

Veja quais atribuições o coordenador pedagógico precisa encarar como prioridade e quais ele não deve
O que fazer 
Garantir a realização semanal do horário de trabalho pedagógico coletivo 
78% afirmam reunir-se periodicamente com todos os professores, porém só isso não basta. É preciso ter tempo para planejar e tornar mais produtivos esses momentos. 
Organizar encontros de docentes por área e por série 
Só 27% declaram reunir os professores por disciplina, para tratar de conteúdos específicos, e 31% por ano, para conversar sobre as turmas. 
Dar atendimento individual aos professores 
Apenas 19% discutem com cada docente da equipe e sugerem novas estratégias de ensino, após observar as práticas pedagógicas em sala de aula. 
Fornecer base teórica para nortear a reflexão sobre as práticas 
Não mais de 31% apontam o preparo dos docentes como um dos principais problemas da coordenação pedagógica. 
Conhecer o desempenho da escola em avaliações externas 
47% dos entrevistados citaram um número que está fora da escala do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), embora a maioria afirme saber o resultado da escola. Mais do que ter o número, é essencial usá-lo para guiar o planejamento em equipe.

O que não fazer
Conferir se as classes estão organizadas e limpas antes das aulas 
55% dos coordenadores realizam essa tarefa e 90% a avaliam como adequada à sua função, que pode ser delegada a um funcionário de serviços gerais. 
Fiscalizar a entrada e a saída de alunos 
72% dos entrevistados têm essa atividade na rotina e 91% a consideram apropriada, mas o controle deve ser responsabilidade de um funcionário treinado para a função. 
Visitar empresas do entorno para fechar parcerias
54% gostariam de ter mais tempo para isso, mas o papel de relações-públicas é do diretor. 
Substituir professores que faltam 
19% dos entrevistados fazem isso uma ou algumas vezes por semana. Sua função, porém, é ajudar a direção a montar, com os docentes, um banco de atividades e uma lista de substitutos para resolver esse tipo de emergência. 
Cuidar de questões administrativas, financeiras e burocracias em geral 
22% acreditam que isso é seu papel, embora os especialistas garantam que a parceria com o diretor deve se restringir aos assuntos pedagógicos.


Fonte: Revista Escola.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Educação - 62% dos brasileiros acreditam que educação do País vai melhorar

Avaliação: Desempenho melhora na educação básica, mas ensino médio ainda patina
Os brasileiros estão entre os mais otimistas em relação ao futuro da educação no País nos próximos 10 anos. Para 62% dos entrevistados, a educação vai melhorar, 26% acreditam que ficará no mesmo patamar e 9% avaliam que irá piorar. Apenas o Paraguai tem um resultado melhor: naquele país, 64% esperam avanços na área. Já os hondurenhos são os que menos acreditam no futuro do sistema educacional de seu país: só 26% acham que a situação irá melhorar, enquanto 37% acreditam que ficará no mesmo nível e 23% preveem piora. Em todos os países, o percentual de pessoas que avaliam de forma positiva o futuro da educação é superior ao daquelas que têm uma percepção negativa.
Ensino superior: Pesquisa revela baixa qualidade dos cursos superiores
“Esse otimismo do cidadão é um fator de enorme pressão aos sistemas educativos. Expectativas positivas contribuem fortemente para que a educação funcione”, avalia o secretário-geral da OEI, Álvaro Marchesi.
Por outro lado, os brasileiros estão entre os que têm a pior avaliação sobre a qualidade do ensino público no seu país. A nota atribuída pelos entrevistados, em uma escala de 0 a 10, foi 5,2 pontos, a quarta mais baixa entre os países pesquisados, ao lado de Honduras. O país que, na avaliação dos entrevistados, tem o pior sistema de ensino é o Chile, cuja nota foi 4,6. Os mais satisfeitos são os costa-riquenhos e os nicaraguenses, que atribuíram nota 7 à educação.
O relatório destaca, entretanto, que os resultados devem ser analisados com prudência, já que a percepção dos cidadãos está ligada às circunstâncias sociais, econômicas e políticas de cada país no momento em que a pesquisa foi feita. “Estamos analisando expectativas e não indicadores concretos, que muitas vezes não correspondem às opiniões da população”, destacou Marchesi. 

Plano para 10 anos: 
Projeto que destina 10% do PIB para educação segue para o Senado
Os entrevistados também elegeram o que consideram prioridades para a educação avançar. Em primeiro lugar, aparece melhorar a qualidade das instalações, com 45% das respostas. Na sequência, estão melhorar a formação do professor (41%), melhorar o salário do professor (29%) e incorporar as novas tecnologias no ensino (28%). Só 9% acham que aumentar a jornada escolar diária é importante para fortalecer a aprendizagem. Cada entrevistado pôde marcar mais de uma opção.
O Brasil foi o País que registrou o maior o percentual de pessoas que consideram o aumento dos salários dos professores uma medida

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DF: marcha cobra 10% do PIB para educação e piso do magistério


 Os trabalhadores da educação promovem marcha na capital federal. A categoria protesta contra uma proposta do governo de atrelar o cálculo do reajuste do piso do magistério ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

Atualmente, a legislação determina que o piso dos professores deve ser corrigido de acordo com o percentual de crescimento do valor mínimo anual por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
"Vamos alertar as autoridades que não iremos aceitar nenhum retrocesso ou perda de direitos. Vamos recorrer às greves e atos públicos para atingir os nossos objetivos," disse Roberto Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), uma das organizadoras da marcha.
Os manifestantes concentraram-se em frente à Torre de TV, no Eixo Monumental, uma das principais vias no centro da capital, e irão caminhar até o Congresso Nacional, onde devem chegar por volta do meio-dia. Ás 14 horas, está prevista reunião com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, e às 15 horas, com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).
"Somos a sexta economia rumo à quinta nos próximos anos e não temos uma educação com devido financiamento. Isso irá gerar gargalos para o desenvolvimento nacional", disse Antonio Lisboa, diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), também organizadora do ato.
A pauta de reivindicações da marcha envolve outros temas, além de educação, como a suspensão do Decreto 7777, de 24 de julho de 2012, que transfere atribuições da administração pública federal a governos estaduais e municipais durante greves de servidores públicos federais.

Agência Brasil.

domingo, 5 de agosto de 2012

Educação Básica - O velho problema

Sem formação específica, coordenadores se apoiam em cursos de extensão se apóiam em cursos de extensão.
Apesar de estar tomando corpo como função estratégica, não há formalização do processo de formação do coordenador pedagógico. Não há curso de graduação ou habilitação específica, tampouco uma especialização obrigatória. Há apenas cursos de extensão variados, como aqueles contratados por escolas particulares ou redes públicas.
"Não há uma habilitação em coordenação pedagógica, pois atualmente se entende, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia, que a docência é a base da formação oferecida e que os seus egressos recebem o grau de licenciados em pedagogia para atuar como docentes e no planejamento, execução e avaliação de programas e projetos pedagógicos em sistemas e unidades de ensino e em ambientes não escolares", explica Renata Cunha, da Unimep. A formação do coordenador é contemplada de maneira básica nos cursos de pedagogia e outras licenciaturas, em disciplinas sobre gestão escolar. 
Segundo Neurilene Ribeiro, do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa, a formação de um coordenador deve incluir um bloco de conhecimento didático, oferecido na formação inicial, mas também maneiras de comunicar esse conteúdo ao professor, o que geralmente só se aprende em cursos de especialização. "É aí que entra a formação continuada. Os coordenadores precisam entender como os professores aprendem. Além disso, têm de compreender a necessidade docente de elaborar conteúdos novos. Por isso, a formação deve ser realizada considerando os professores como profissionais que têm problemas para resolver e também sujeitos que aprendem", observa. A formação de um coordenador deve contemplar princípios da gestão escolar.
Silvia Carvalho, coordenadora executiva do Instituto Avisa Lá, ONG especializada em formação continuada de educadores, avalia que é essencial que esse profissional tenha uma ampla experiência como professor no nível de ensino que vai coordenar. "De preferência, deve ter uma pós-graduação, um nível de escolaridade a mais, nem que seja uma especialização naquilo com que ele mais se identifica", afirma. "O ideal seria uma especialização que tratasse de como fazer uma formação continuada eficiente com resultados que repercutam na sala de aula. Formações generalistas só confundem."
A pesquisa O papel do coordenador pedagógico , da Fundação Victor Civita, mostra que 88% dos coordenadores já foram docentes da Educação Básica (o estudo não descreve se a experiência foi no mesmo nível de ensino que eles coordenam) e 60% possuem magistério, o que cumpre com o pré-requisito apontado por Silvia. Em relação à formação, 55% se graduaram em pedagogia como primeiro curso e, dos 45% restantes, 61% cursaram pedagogia como segundo diploma. Do total, 70% dos entrevistados fizeram pós-graduação (20% pedagogia, 19% gestão escolar e 19% psicopedagogia) e 67% fizeram pelo menos um curso voltado para a coordenação pedagógica.

sábado, 4 de agosto de 2012

Como cuidar bem da sua voz


O cuidado com a voz é importante para o bem-estar do professor e também colabora com a prática pedagógica.

O professor faz parte de uma das categorias profissionais que mais se comunicam oralmente durante o trabalho. Todos os dias, fala por várias horas para cerca de 30 pessoas, frequentemente em um ambiente com interferências externas, o que o leva a forçar cada vez mais a voz. Sem entender os sintomas, muitos levam essas situações até o limite, quando as cordas vocais estão feridas, o que interfere na rotina de trabalho. 
Segundo Leslie Ferreira, coordenadora do Laboratório de Voz (Laborvox), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cerca de 60% dos docentes apresentam sintomas como rouquidão, cansaço ao falar, disfonia e pigarro. Fabiana Zanbom, fonoaudióloga do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), acrescenta: "Como há pouca informação sobre o tema, muitos professores não procuram ajuda e a maioria chega ao consultório médico já com alterações de voz". Para ela, a orientação durante a faculdade de Pedagogia e os cursos de licenciatura poderia colaborar para que esse tipo de problema se tornasse menos comum. 
Quem já chegou ao limite precisa buscar atendimento médico, mas o melhor caminho é a prevenção. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, não tem um programa voltado a evitar os distúrbios vocálicos. E, embora muitas redes de ensino promovam ações nesse sentido, a maior parte delas é pontual e não existe mais. Faltam, portanto, programas permanentes que orientem os educadores. 
Para tentar preencher essa lacuna, foi criado em 2011 um grupo de discussão no Ministério da Saúde. A iniciativa não é exclusivamente para escolas e nos próximos meses deve ser lançado um documento com indicações para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e organizados. As orientações incluem, por exemplo, controle de ruído, ventilação correta e espaços para descanso.


Pequenos ajustes Mudanças simples em seus hábitos podem colaborar para preservar a sua voz e evitar problemas futuros
Sem ruídos Feche as portas e as janelas para ajudar a manter a concentração da turma e poupar sua voz da competição com o ruído que vem da rua e do corredor.
Postura ereta Ao ficar em pé, você consegue se expressar com mais facilidade e tem um controle maior sobre os alunos. Evitando a bagunça, poupa a voz.
Ajuda do som Converse com a coordenação da escola para que ela disponibilize microfones a todos que necessitam. Faça acordos com os alunos para eliminar os gritos.
Longe do quadro Se você usa giz, o pó pode ser inalado e secar sua garganta. Por isso, fale virado para a turma. A atitude também favorece a comunicação com a classe.
Momentos de pausa Quando os alunos estão fazendo um trabalho em grupos, aproveite para poupar a sua voz para a continuação da aula.
Um santo remédio Tomar água propicia intervalos e hidrata as cordas vocais. Prefira o líquido a pastilhas, que podem fazer mal, em vez de ajudar.


Fonte: Nova Escola.